Royal 47

Não é novidade que sempre dou preferência a literatura nacional, e eu tenho meus “queridinhos” um deles é Jim Carbonera

“Jim Carbonera nasceu no Brasil, em 27 de fevereiro de 1982. Natural de Porto Alegre, reside ainda hoje na cidade que serve de inspiração para suas escritas. Iniciou escrevendo contos sobre o cotidiano, expandindo-se com o tempo para outras áreas literárias. A partir de autores latino-americanos, como o chileno Alberto Fuguet, o cubano Pedro Juan Gutiérrez e o brasileiro Reinaldo Moraes), injetou alma e realismo à sua narrativa. Formou-se em turismo, exercendo a profissão por quatro anos e abandonando-a para dedicar-se integralmente à literatura. Suas obras têm como cenários ambientes ríspidos, libertinos, melancólicos e atrozes, e seus personagens possuem a subversividade como características principal. Segue o estilo literário do Realismo Urbano. Tem como projeto pessoal escrever — em forma de ficção — obras que relatem o ciclo urbano de Porto Alegre. Onde narrará as particularidades da cidade, dos seus moradores e dos visitantes que dão vida e personalidade para essa metrópole tão peculiar.  É autor dos livros Divina Sujeira (Boêmia Urbana, 2011), Verme! (Boêmia Urbana, 2014) e Royal 47 (Giostri, 2015). Obras que fazem parte do projeto acima citado.”

 

Cheguei em casa em uma sexta-feira a noite depois de uma semana cansativa de trabalho e pronta para me jogar na cama, vi o pacote no meu criado-mudo, o livro novo de Jim Carbonera havia chegado, Royal 47. Abri e simplesmente comecei a ler, terminei as 5h da manhã, sem parar para ir ao banheiro, tomar café, cochilar, foi uma leitura de uma tacada só, e… CARAMBA!

Já sabia que as obras de Jim, são cruas e realistas de uma forma infame, ( o próprio autor, não acreditava que eu conseguiria ler Verme inteiro…)  Para relembrar clique em Verme

Você pode ler qualquer um dos livros, na ordem que quiser, mas o personagem de Royal 47 é o mesmo de Verme, mesma personalidade, mas com uma evolução sutil e necessária ao ser humano, afinal, todos crescem e adquirem experiências… nosso protagonista, que não é um herói, nem anti-heroi, apenas um cara comum, sai da zona de conforto e se lança para um novo desafio, sair da casa dos pais e morar sozinho, mas não escolhe qualquer lugar, vai para a zona boemia de Porto Alegre, semana tranquila, fins de semana regado a álcool e relações superficiais. Royal 47, é como carinhosamente conhecemos a maquina de datilografia de Rino, escritor e personagem que não consegui definir com adjetivos até aqui…

 

Apenas digo: Ácido, único, infame obra de Jim Carbonera

E a pergunta que fiz na resenha de Verme, continua em Royal 47: será que é uma obra autobiográfica???

Rê.

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2 comentários sobre “Royal 47

  1. Nathy disse:

    O Jim foi uma das minhas melhores descobertas ano passado.
    Adorei sua resenha. E esse ano, espero poder ler mais e mais livros nacionais.
    É bom ver que no Brasil também temos ótimos escritores. Temos que dar mais valor a eles.
    Um abraço.

    Curtido por 1 pessoa

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